A usina gera mais do que a fábrica usa
A sobra do meio-dia deixa de ir para a rede e fica na bateria. Vale mais onde a injeção é limitada ou onde a energia exportada rende menos do que a consumida.
Armazenamento de energia · Solar com bateria
A usina gera de dia e a bateria guarda o que a fábrica não usa para o horário de ponta e para a queda de rede. O Grupo Partners dimensiona o conjunto pela curva de carga e instala a bateria também em usina que já existe.

2,5MWp
de usina solar numa indústria em Atibaia, com mais de 3.500 módulos
2MWh
de bateria na mesma fábrica, com 1 MW de potência
+20MWh
em baterias (BESS) vendidas em 2025
A conta
Quando o custo que sobra depois do solar está à noite ou na queda de rede. A usina corta a energia do dia, e o horário de ponta começa no fim da tarde, quando ela já gera pouco. A bateria cobre essa janela.
Numa indústria em Atibaia, instalamos uma usina de 2,5 MWp, com mais de 3.500 módulos, e uma bateria de 2 MWh e 1 MW na mesma fábrica. A bateria descarrega perto de 950 kW na ponta, com nossa telemetria registrando cada descarga.
Os dois equipamentos fazem trabalhos diferentes. O solar reduz a energia que a empresa compra de dia, e a bateria reduz a demanda e a energia cobradas no horário mais caro. O estudo da curva de carga mostra quanto da conta cada um corta, e o conjunto é dimensionado para o retorno dos dois juntos.
Como o corte do pico é calculado está em peak shaving. O valor do equipamento está em quanto custa um sistema de baterias.

Três situações
Sobra de sol ao meio-dia, ponta no fim da tarde e queda de rede pedem ajustes diferentes no controle da bateria, e a curva de carga mostra qual pesa mais na empresa.
A sobra do meio-dia deixa de ir para a rede e fica na bateria. Vale mais onde a injeção é limitada ou onde a energia exportada rende menos do que a consumida.
A usina para de gerar perto do horário de ponta, que é o mais caro. A bateria cobre esse intervalo, com a energia do dia ou com a da rede fora da ponta.
Uma usina sem bateria para quando a rede falta. Com bateria e o arranjo certo, a carga crítica segue ligada durante a queda.
Quando a sobra do solar passa da carga e volta para a rede da distribuidora, o efeito está explicado em inversão de fluxo na rede. A geração e a bateria acompanhadas no mesmo painel estão em monitoramento de usina solar.
O inversor
Em usina que já existe, o caminho comum é a corrente alternada: a bateria entra na instalação da empresa e o inversor da usina permanece. Em usina nova, os dois servem: a bateria de porte industrial costuma vir em corrente alternada, e a contínua aparece mais em sistema menor.
| Critério | Acoplamento em CA | Acoplamento em CC |
|---|---|---|
| Onde a bateria se liga | Na instalação da empresa, ao lado da usina | Junto da usina, no inversor |
| Inversor da usina | Permanece | Vira um inversor híbrido, que também comanda a bateria |
| Usina que já existe | É o caminho comum: não mexe na usina | Pede troca do inversor |
| Usina nova | É o arranjo usual da bateria de porte industrial | Comum em sistema menor |
O estudo confere a usina instalada antes da compra e indica o arranjo de menor custo para o caso. A aprovação na distribuidora já inclui a bateria.
Regra de compensação
Ele encarece a energia que a usina injeta e compensa depois. Quanto mais a empresa consome da própria geração, menos energia passa pela compensação, e a bateria ajuda a consumir mais do que a usina gera.
Para a usina com pedido de acesso feito depois de 7 de janeiro de 2023, a Lei 14.300 cobra o Fio B sobre a energia compensada, numa parcela que sobe ano a ano: 60% em 2026 e 90% em 2028. O estudo confere em que regra a usina da empresa se enquadra.
A conta do efeito no retorno da usina está em Fio B em 2026 e o efeito no retorno do solar. A bateria entra como segunda decisão, depois de a usina estar dimensionada.
Vale quando a empresa tem ponta cara à noite, sobra de geração no meio do dia ou carga que não pode parar. A usina corta a energia do dia e a bateria corta a ponta, que a usina não alcança. O estudo da conta e da curva de carga mostra qual dos dois ganhos pesa no seu caso.
Dá. O caminho comum é ligar a bateria em corrente alternada, na instalação da empresa, e a usina fica como está. A bateria entra no projeto elétrico e na aprovação do acesso na distribuidora, como parte da instalação.
Não, quando a bateria entra em corrente alternada: o inversor da usina permanece. Precisa trocar quando o projeto liga a bateria em corrente contínua, com inversor híbrido, o arranjo mais comum em sistema menor feito junto com a usina.
Depende do tamanho da bateria e da carga ligada. Uma bateria de 2 MWh segura 1 MW por cerca de duas horas, e uma carga menor dura mais. O projeto define quanto fica reservado para a queda de rede e quanto fica livre para a ponta.
O fabricante garante um número de ciclos e a capacidade que resta ao fim do prazo, e esses valores entram na proposta do modelo escolhido. Uma bateria que atende a ponta trabalha em geral um ciclo por dia útil. A telemetria mostra a capacidade real ao longo dos anos.
Sem bateria, a sobra do dia vai para a rede como crédito e a usina desliga quando a rede cai. Com bateria, a sobra fica guardada para o horário de ponta e, com o arranjo certo, a carga crítica segue ligada durante a queda. A usina gera o mesmo nos dois casos: muda o destino da energia.
Envie as contas dos últimos 12 meses ou o histórico de consumo e, se houver, a memória de massa e o contrato de demanda. Se a usina já existe, inclua o projeto ou o modelo do inversor. Nossa engenharia indica se a bateria compensa e como ligá-la.