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Engenharia · Projeto elétrico industrial

Projeto elétrico industrial: da entrada de energia ao painel da máquina

Entrada de energia, quadros, alimentadores, aterramento, correção do fator de potência e proteção, num só projeto assinado com ART. Projetamos e acompanhamos a obra até o as-built.

Quadro geral e centro de controle de motores de uma fábrica, com transformador a seco sobre estrutura amarela e etiquetas de atenção nos painéis

Escopo

Sete partes da instalação entram no projeto

O projeto trata a planta como um sistema: cada parte é dimensionada sobre a anterior, e a proteção fecha o conjunto.

Entrada de energia e subestação

A ligação da fábrica com a distribuidora, dimensionada para a carga de hoje e para a que a empresa planeja.

QGBT, CCM e quadros de distribuição

A energia distribuída por setor da planta, dimensionada sobre a demanda de cada um e com folga para crescer.

Alimentadores e infraestrutura

O caminho de cada circuito até a máquina, para a energia chegar sem aquecer cabo nem perder tensão no trajeto.

Iluminação industrial

Galpões, pátios e áreas técnicas iluminados, com a iluminação de emergência em circuito próprio.

Aterramento e SPDA

A base da segurança contra choque e contra descarga atmosférica. A inspeção do para-raios tem página própria.

Correção do fator de potência

Tira da conta a cobrança de reativo excedente, com a correção dimensionada sobre a carga medida.

Proteção e seletividade

Numa falha, desliga só o trecho afetado, e o resto da fábrica continua produzindo.

A subestação de entrada é tratada em projeto de subestação. O aterramento e o para-raios, em laudo de SPDA, e o fator de potência e os harmônicos, em qualidade de energia.

Entregas

O projeto entrega seis documentos

Cada documento tem um leitor na obra ou na operação, e o conjunto vai assinado com a ART.

Os documentos que o projeto elétrico industrial entrega e para que cada um serve
DocumentoO que trazQuem usa
Memorial descritivoO porquê de cada escolha do projeto, com os itens de segurança que a NR-10 pedeQuem revisa o projeto, a obra e a manutenção
Diagrama unifilarA instalação inteira em um desenho, da entrada de energia ao último quadroObra, operação e o prontuário da NR-10
Diagramas funcionais e de comandoComo cada motor e cada máquina é ligado e comandadoMontadora do painel e equipe de manutenção
Plantas e detalhesOnde fica cada quadro, cada caminho de cabo e cada ponto de luz na planta da fábricaInstaladora e fiscalização da obra
Lista de materiaisO que comprar, em quantidade e especificação, para orçar a obra sem surpresaCompras e orçamento da obra
ARTRegistro de responsabilidade técnica do projeto no CREA, assinado pelo engenheiro eletricistaO contratante, a distribuidora e a fiscalização

Normas

A NBR 5410 e a NBR 14039 dividem o projeto por tensão

A NBR 5410 trata das instalações de baixa tensão, e a NBR 14039, das de média tensão, de 1,0 kV a 36,2 kV. Uma fábrica com subestação própria costuma ter as duas no mesmo projeto.

Na média tensão, a distribuidora cobra a NBR 14039 no projeto da subestação, e a energização depende de o projeto estar de acordo com ela. Na baixa tensão, a NBR 5410 é a referência de segurança da instalação inteira, do quadro geral ao circuito da máquina.

A NR-10 soma exigências: o projeto é assinado por profissional legalmente habilitado, traz os itens de segurança no memorial e fica atualizado à disposição da fiscalização. Projeto desatualizado é não conformidade no prontuário de instalações elétricas.

Ampliação

Máquina nova e linha nova mexem na demanda e na subestação

A carga nova se soma à demanda da planta, e o transformador, os alimentadores, as proteções e a demanda contratada precisam comportar o total. O projeto confere cada um deles antes da compra do equipamento.

O ponto de partida é a demanda medida, e não a soma das potências de placa. A medição mostra a folga real da instalação e evita comprar transformador maior do que a planta precisa. A medição está descrita em diagnóstico energético.

  • Se o total passa do que o transformador comporta, a ampliação pede transformador maior, subestação nova ou a modernização da existente.
  • A proteção é revista para a carga nova, para uma falha na máquina nova não desligar a fábrica inteira.
  • A demanda contratada é comparada com a carga nova, para o contrato acompanhar a planta sem cobrança de ultrapassagem.
  • Quando a norma da distribuidora pede, o projeto passa por aprovação antes da obra.

Cada caminho tem página própria: projeto de subestação e retrofit de cabine primária.

Processo

Cinco etapas, do levantamento de cargas ao as-built

Acompanhamos o projeto, a aprovação e a obra com a mesma engenharia e entregamos os desenhos do que foi construído.

1

Levantamento de cargas

O que a fábrica tem hoje, o que vai ter e o que a instalação existente comporta. Daí sai a potência a atender.

2

Projeto

Desenhos, memorial e lista de materiais, revisados pela nossa engenharia antes de emitir e assinados com ART.

3

Aprovação, quando a distribuidora pede

A norma da distribuidora define quando há aprovação prévia. Quando se aplica, a análise tem prazo de 30 dias, sem cobrança, e a obra começa depois do projeto aprovado.

4

Acompanhamento da obra

Conferimos a execução contra o projeto, resolvemos as interferências em campo e registramos cada mudança que a obra exige.

5

As-built

Os desenhos são atualizados com o que foi construído. A NR-10 manda manter o projeto atualizado, e o unifilar as-built alimenta o prontuário de instalações elétricas.

O unifilar as-built é a base do prontuário de instalações elétricas. A montagem do prontuário e o relatório das inspeções estão em laudo NR-10.

Escopo e valor

O valor sai do escopo fechado depois do levantamento

O preço de um projeto elétrico industrial vem do que há para projetar e do que já existe de documentação. O valor é definido com a planta ou o unifilar em mãos.

O que puxa o preço:

  • a potência instalada e o número de quadros, painéis e alimentadores
  • a tensão de entrada e a presença de subestação no escopo
  • planta nova ou ampliação de uma instalação que já existe
  • o estado da documentação: unifilares e projetos anteriores
  • a existência de área com risco de explosão
  • o acompanhamento da obra e o as-built dentro ou fora do escopo

Nossos engenheiros eletricistas Oderci Lopes Neto (CREA-SP 5070295449) e Gabriel Cortes Guilhard (CREA-SP 5070403336) assinam o projeto e registram a ART.

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Perguntas frequentes

O que um projeto elétrico industrial inclui?

A entrada de energia e a subestação, o quadro geral de baixa tensão, os centros de controle de motores e os quadros de distribuição, os alimentadores e a infraestrutura, a iluminação, o aterramento e o SPDA, a correção do fator de potência e a proteção e seletividade, que faz uma falha desligar só o trecho afetado. O escopo exato depende da planta e do que já existe instalado.

Quais documentos o projeto elétrico industrial entrega?

Memorial descritivo, diagrama unifilar, diagramas funcionais e de comando, plantas e detalhes, lista de materiais e a ART do projeto. O memorial traz os itens de segurança que a NR-10 pede, e o unifilar atualizado alimenta o prontuário de instalações elétricas.

Qual é a norma do projeto elétrico industrial?

A ABNT NBR 5410 para a baixa tensão e a ABNT NBR 14039 para a média tensão, de 1,0 kV a 36,2 kV. A NR-10 acrescenta que o projeto seja assinado por profissional legalmente habilitado, mantido atualizado e com memorial que traga os itens de segurança. A distribuidora tem ainda a norma de fornecimento dela.

Ampliar a fábrica exige um projeto elétrico novo?

Exige, no mínimo, a conferência da instalação contra a carga nova: transformador, alimentadores, proteções e demanda contratada. Se tudo comporta o total, o projeto é de adequação dos quadros e circuitos afetados. Se não comporta, entra a subestação. Nos casos que a norma da distribuidora define, o projeto passa por aprovação antes da obra.

Quanto custa um projeto elétrico industrial?

Depende da potência instalada, do número de quadros, de ter ou não subestação no escopo, de ser planta nova ou ampliação, do estado da documentação existente e do acompanhamento de obra. O valor sai depois do levantamento. Quem envia a planta, a lista de cargas ou o unifilar atual e o endereço recebe a proposta com escopo e prazo.

Quem pode assinar um projeto elétrico industrial?

Profissional legalmente habilitado, que a NR-10 define como o trabalhador qualificado e com registro no conselho de classe. Na prática, o engenheiro eletricista com atribuição no CREA, que registra a ART do projeto. A ART prende o projeto a quem o assina.

Projeto elétrico para a sua fábrica

Envie a planta da fábrica, a lista de cargas ou o unifilar atual e o endereço. Respondemos com o escopo, o prazo e o valor.