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Energia solar · Reservatório, represa e lagoa

Usina solar flutuante: projeto e obra para empresas

Módulos sobre flutuadores no reservatório, na represa ou na lagoa da empresa, ligados à rede por cabo até a margem. O Grupo Partners projetou e executou uma usina flutuante em uma PCH no interior de São Paulo.

Usina solar flutuante vista de cima: fileiras de módulos sobre flutuadores na água de um reservatório, com a margem ao redor

Como é

Flutuadores, ancoragem, cabo até a margem e conexão à rede

A parte elétrica é a de qualquer usina solar: módulos, inversores, proteção e conexão. O que muda é a estrutura sobre a água.

Sustentam os módulos

Flutuadores

Formam as ilhas que sustentam os módulos sobre a água, com passarelas entre as fileiras para a equipe de manutenção.

Seguram no lugar

Ancoragem

Segura a usina no lugar e a deixa subir e descer com o nível da água, projetada para as condições daquele reservatório.

Levam a energia

Cabo até a margem

Leva a energia até a terra, protegido do sol e da água e com folga para acompanhar o movimento do nível.

Ligam à rede

Conexão em terra

Na margem, a usina se liga à rede da distribuidora ou à carga da empresa, como qualquer usina solar.

Onde se aplica

Reservatório de PCH, lagoa industrial, represa e estação de tratamento

Serve a quem tem água parada, em reservatório artificial, e pouco terreno livre. O levantamento do reservatório vem antes do projeto e decide se a usina cabe.

Profundidade

Fundo e margens

A ancoragem precisa de fundo e margem que a segurem. O levantamento do reservatório diz se ela é viável e quanto pesa no investimento.

Operação do reservatório

Variação de nível

Reservatório de PCH, de irrigação ou de abastecimento sobe e desce com a operação. A usina é projetada para operar do nível mínimo ao máximo.

Carga sobre a usina

Ondas e vento

A lâmina grande e aberta forma onda e recebe vento. O projeto garante que a usina fique no lugar nas piores condições do local.

Quem aprova

Licença e uso da água

Quem responde pelo corpo d’água, o órgão ambiental e a distribuidora entram no processo. Em reservatório artificial o caminho costuma ser mais curto que em lago natural.

O reservatório de uma PCH, a lagoa de captação ou de tratamento de uma indústria, a represa de irrigação e o tanque de uma estação de tratamento têm em comum a água parada e uma operação que já controla o nível. É esse controle que torna o projeto possível. A flutuante é um dos quatro tipos de usina descritos em energia solar para empresas.

Balanço

O que a usina flutuante ganha e o que cobra

O ganho é o terreno livre e o módulo mais frio. A cobrança vem da água: estrutura própria, acesso mais difícil e licença.

O que ganha

  • Não ocupa terreno

    Aproveita lâmina d’água sem uso e deixa o solo livre para a operação da empresa.

  • Sem vegetação sob os módulos

    Não há mato para controlar entre as fileiras nem sombra de vegetação crescendo sobre elas.

  • Módulos mais frios

    A água e o vento tendem a resfriar os módulos mais do que em solo ou telhado, e módulo mais frio perde menos potência. O ganho muda com o local, e o estudo o calcula.

  • Acesso restrito

    A usina no espelho d’água fica fora do alcance de quem anda a pé, o que dificulta furto e vandalismo.

  • Menos evaporação, conforme o projeto

    Cobrir parte da lâmina pode reduzir a evaporação do reservatório. O efeito depende do desenho da usina e não entra como promessa.

O que cobra

  • Investimento maior

    Flutuadores, ancoragem e o projeto próprio tendem a aumentar o investimento em relação à usina em solo.

  • Obra e manutenção na água

    A montagem e a manutenção pedem acesso pelas passarelas ou por embarcação e uma rotina de segurança própria.

  • Licenciamento mais longo

    O uso da água e a licença ambiental somam etapas que a usina em solo não tem, e o prazo do processo pesa no cronograma.

  • Sujeira de aves

    Aves pousam nos módulos e nos flutuadores, e o dejeto é uma fonte de sujeira acima da média. A limpeza entra no plano de manutenção.

Comparação

Usina flutuante e usina em solo, lado a lado

A escolha sai da área que a empresa tem, do ponto de conexão e do que cada obra exige.

Usina flutuante e usina em solo: onde ficam, o que pesa na obra e na manutenção
CritérioUsina flutuanteUsina em solo
Área ocupadaLâmina d’água sem usoTerreno da empresa, com cerca e acesso
EstruturaFlutuadores e ancoragemFundação e estrutura metálica no solo
Terreno e vegetaçãoSem terraplenagem e sem controle de vegetação no arranjoTerraplenagem, drenagem e controle de vegetação
Temperatura dos módulosTende a ser menor, pelo efeito da água e do ventoSegue o ar e a ventilação do terreno
LicençaUso da água, órgão ambiental e distribuidoraDistribuidora e as licenças do terreno
ManutençãoAcesso por passarela ou embarcação e limpeza de dejeto de avesAcesso a pé ou de veículo e controle de vegetação
InvestimentoTende a ser maior, por causa de flutuador e ancoragemSem flutuador nem ancoragem
Serve quandoHá reservatório sem uso e pouco terrenoHá terreno livre, plano e perto da conexão

Quando a empresa tem reservatório e terreno, o estudo compara as duas com a mesma conta de energia. O projeto da outra opção está em usina solar de solo.

Nossa obra

Usina flutuante de uma PCH no interior de São Paulo

Projetamos e executamos a usina sobre o reservatório: módulos em flutuadores, passarela flutuante para o cabeamento e rede aérea na travessia até a margem.

Fileiras de módulos sobre flutuadores brancos na água do reservatório, com passarela flutuante ao lado e a margem ao fundoTrês instaladores de colete montam a estrutura sobre os flutuadores empilhados na margem do reservatório

Ficha da obra

Local
Reservatório de PCH, Ribeirão Bonito-SP
Potência
270 kWp
Módulos
490 módulos
Estrutura
Flutuadores ancorados no reservatório
Cabeamento
Passarela flutuante até a margem
Travessia
Rede aérea sobre o reservatório

Depois da obra

Na água, a manutenção muda o acesso

A rotina é a de toda usina solar: limpeza, inspeção e termografia. Sobre a água, o acesso passa pelas passarelas ou por embarcação, e o dejeto de aves pesa mais na limpeza. A estrutura flutuante e a ancoragem entram no plano junto com os módulos e os inversores. O plano completo está em manutenção de usinas solares.

A geração acompanhada dia a dia, com alerta de falha, é o serviço de monitoramento de usina solar. O projeto elétrico e os laudos da instalação estão na página de engenharia elétrica.

Perguntas frequentes

O que é uma usina solar flutuante?

É uma usina fotovoltaica cujos módulos ficam sobre flutuadores em reservatório, represa, lagoa ou tanque, ancorados para não sair do lugar. A energia segue por cabo até a margem e dali para a rede ou para a carga da empresa. O resto da usina funciona como a de solo.

Quais as vantagens e desvantagens da usina solar flutuante?

A vantagem é aproveitar a lâmina d’água sem ocupar terreno, com módulos que tendem a trabalhar mais frios. As desvantagens são o investimento um pouco maior, por causa de flutuadores e ancoragem, a obra e a manutenção sobre a água e o licenciamento do uso do reservatório. O estudo mostra se a lâmina da empresa compensa.

Usina solar flutuante gera mais energia que a de solo?

Tende a gerar mais por módulo, porque a água e o vento resfriam os módulos, e módulo mais frio perde menos potência. O ganho muda com o local e com o projeto, e não prometemos percentual antes do estudo.

Usina solar flutuante é melhor que a usina em solo?

Nenhuma é melhor em tudo. A flutuante serve a quem tem reservatório sem uso e pouco terreno, e tende a custar um pouco mais. A de solo é mais simples de construir e de manter, e serve a quem tem terreno livre. O projeto compara as duas com a área, a carga e o ponto de conexão da empresa.

Que reservatório aceita usina solar flutuante?

Serve o reservatório artificial com água o ano todo, como o de PCH, de irrigação, de indústria ou de estação de tratamento. O projeto avalia o fundo e as margens, a variação do nível, as ondas e o vento. Lago natural costuma ter licenciamento mais difícil.

Usina solar flutuante precisa de licença?

Precisa da aprovação da distribuidora para a conexão e da regularização do uso da água, que depende de quem responde pelo corpo d’água. A licença ambiental depende do órgão do estado e do tipo de reservatório. Levantamos isso no começo, junto com o estudo da usina.

Estudo da usina flutuante no seu reservatório

Informe o local, o tipo de reservatório e a carga da empresa. Nossa engenharia avalia o fundo, a variação de nível e o ponto de conexão e indica se a usina cabe.